Cute Pink Kaoani

quinta-feira, 28 de março de 2013

Eu me incomodo, lamento pelo resto do mundo!



A desorientação da humanidade passa por tantas coisas, sei de como o mundo esta se destruindo, mas mesmo assim as maldades ainda me surpreendem. Acho até que é bom ainda ser capaz de ficar supressa com tudo isso, acho que é sinal que ainda não nós perdemos, nos destruímos com o resto do mundo. A humanidade esta se acomodando, acostumando-se a banalizar o mal entre nós, nos maus procedimentos. Estamos nos acostumando a sermos maus ou a tratar o mal como situação comum? Ninguém se abisma mais com uma família que se destrói, casamentos que acabam em situação de adultério e infelicidade, Ninguém lamenta mais por tantas crianças ficarem sem seus pais, não terem mais referencia familiar. Tá todo mundo muito acostumado á ver mulheres jogarem-se á vida de homens comprometidos, acabarem casamentos como se tirassem alguém da infelicidade, Salvadoras de quem? Quem mesmo será infeliz ante uma atitude assim eternamente? Pelo amor de Deus gente! Tá tudo errado. Tá errado se acostumar com tudo, tá errado não lamentar. Já nos acomodamos, acostumamos a ver jovens se perdendo em esquinas entre drogas e amigos errados, não tem mais nem aqueles velhinhos que achávamos chatos da minha época de adolescente que dava carão na gente mesmo não sendo parente, mandava a gente tomar o rumo de casa, quase sempre aquela época as broncas eram só pelas avançadas horas para esta exposto na rua, quase sempre a nossa maior transgressão era namorar escondido dos pais, a repreensão se não nos fazia voltar para casa ao menos encabulava, e a gente se pegava pensando um pouco mais. Hoje jovens agridem avós, batem nos pais quando não matam e tratam das autoridades das leis como outros moleques de esquina. Vi alguém postar em linhas nas páginas de uma rede social que nos preocupávamos em deixar um mundo melhor para os nossos filhos e pouco de ação se tinha para criar filhos melhores para o mundo. Chegamos ao limite daqui á pouco nem mundo, nem jovens, nem futuro. Nada é capaz de sobreviver e resistir á esse caos, é muita energia ruim, é muita gente ruim é um mundo todo poluído, por maus pensamentos, atitudes terríveis, falta de amor, falta de humanidade. Às vezes me sinto cansada, exausta, muitas vezes me esgota sair de casa para ver essa catástrofe cotidiana, antes á só algum tempo atrás inda podia-se sentir coisas boas ao caminhar pela rua, se via mais pessoas sorrindo, famílias inteiras reunidas á conversar em um fim de tarde de feriado ou termino de semana. Lembro-me da casa da Dona Hosana, uma senhorinha muito bonitinha da minha rua, eu pouco a via ou a conhecia bem, mas lembro de presenciar todas as tardes á varanda da casa dela cheia de filhos, netos, parentes á sorrir e conversar. Lembro também que dali da minha rua ela não conhecia muita gente, mas era bem popular entre a molecada que brincava na sua calçada.  Essa lembrança de saudade é por tantos poucos momentos, broncas que ela dava, conversas sobre a escola que ela sempre nos questionava. Pouco se via aquela doce senhorinha ir à casa das vizinhas, mas ela preocupava-se com todo mundo, dizia rezar pelo nosso crescimento, dizia vigiar de longe nossas traquinagens. Era lindo ela falando com os netos dela de Jesus, tão lindo que atraia toda a molecada. Ela era referencia para mim de gente que se preocupa com gente, ela era do tipo de gente que não podia mais mesmo viver nesse mundo. Esse mundo aqui sufoca, maltrata quem se preocupa, esse mundo que destruímos nos destrói aos poucos á cada dia. Ai vem todo mundo me falar em se preocupar com o fim do mundo. Há! Para com isso! O que mesmo falta para tudo isso acabar? Que mal tão grande seria maior que a falta de amor, de fé em Deus, nas pessoas e no mundo que vivemos? Que grande catástrofe poderia chegar à porta de nossa casa maior que as que nos mesmo deixamos entrar quando aceitamos trair nossos conjugues, trair e abandonar nossos filhos, rejeitar o nosso sangue quando o filho dá problemas tão grandes que a opção mais fácil dada pelo desamor é rejeitar? Que calamidades poderiam ser maiores que ver gente todo dia matando e achar normal, ver gente matar filhos ainda na barriga e pensar nisso como só mais uma lei a ser discutida? Quem é pior, o chefe de estado que declara guerra, constrói bombas de destruição em massa ou uma humanidade inteira que se acostumou com a própria destruição? Será que um dia não vamos ver essas armas e a destruição delas como um grande favor? Não estou aqui exagerando, qualquer um que só um pouco da própria vida e olhe a vida pelo mundo pode constatar que há um ar de destruição pelo mundo todo. Não to também pedindo que se importem, a maioria das pessoas vive muito bem no próprio mundo, só queria que imaginassem, pensassem nesse mundo em comum á todo o resto do mundo. O pouco que resta disso tudo poderia ter sim um jeito, poderia melhorar se vivêssemos todos sabendo que nos somos todos parte de um só mundo. Gostaria de sentir mais lamento, sentir que alguém mais se incomoda, não aguenta ver o mundo acabar dentro do próprio mundo.


Lia Joca





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