Cute Pink Kaoani

terça-feira, 23 de outubro de 2012

E foi ela que me ensinou...

Ainda tem gente que usa frases do tipo: Se Deus existe... Ora! Certamente não é pai ou mãe, certamente se o é não tem essa vocação, casualmente é alguém que procriou. Mas decididamente não é pai ou mãe. A certeza da existência de Deus é absoluta quando se olha a perfeição nos detalhes das mãozinhas, pezinhos, boca, olhos e tudo que então faz do teu filho um ser absolutamente maravilhoso. É certo que são só pequenas miniaturas de nós adultos, porém não somos tão perceptíveis aos nossos próprios detalhes, não nos olhamos, ou olhamos muito raramente para ver quanto perfeito é Deus. Outra certeza que se tem ao sermos presenteados com tamanha dádiva é que somos demasiadamente amados, queridos por Deus. Só ele mesmo para saber capturar com precisão o que nos deslumbraria, faria ficar abobalhado de amor, Só ele mesmo para entender as expectativas do coração de uma mãe que espera um filho. O sorriso que me maravilha hoje, o olharzinho meigo e cheio de carinho que só falta falar sozinho e mais lindo o amor que filho já trás dentro de si pelos pais. É! Eles são depósitos de amor, parecem vir ensinados, já reconhecem cedo o colo, o braço, o calor e até a respiração de mamãe e papai. Engraçado que tão logo podem se expressar mesmo que minimamente jogam braçinhos, puxam beiçinho e fazem todo tipo de graça demonstrando o quanto somos importantes para eles. Tenho três filhos, dois crescidos e a pequena Anna Sophia que igualzinho aos irmãos me maravilha, encanta a cada olhar, cada descoberta. É incrível como somos sempre pais de primeira viajem, não dá para comparar nenhuma de minhas maternidades, até porque são seres diferentes desde o primeiro olhar trocado ao pé da mesa de cirurgia. Igualzinho aos outros minha bebezinha cresce, mas você aprende a conhecer cada um é desde cedo, é muito parecido o desenvolvimento, porém o jeitinho, as novidades apresentam-se bem diferentes, eles têm sim já uma personalidade só deles, são pessoinhas únicas, insubstituíveis e talhadas detalhadamente por Deus para nos deixar loucos de amor. Vejo isso todo dia nas pequenas manias da Sophia, dos seus desejos que já cuidadosamente aprendo a adivinhar e tantos outros momentos que passamos juntas que todos são únicos, da hora de acordar á hora de ir nina-la. Incrível ver esse pedaçinho de mim mesma e do paizinho dela a crescer, incrível poder acompanhar isso tudo de perto. Sorte minha. Estive muito ocupada achando serem necessárias tantas outras coisas nas vidas dos meus filhos maiores que me ocupei muito pouco com o que realmente precisavam. Hoje é certo que não trabalho mais fora e nem tenho grandes decisões nas mãos, aliás, se a Sophia vai vestir rosa ou lilás realmente me preocupa muito. No sério, quando decidi ter a minha bebezinha, decidi também que iria fazer tudo, tudo para fazer parte de tudo então que era pedaçinho de crescimento e vida dela. Pensei até que de alguma forma estaria privando-a de algumas regalias que os outros dois tiveram por conta da diminuição de nossa renda familiar. O que eu não sabia era que em se tratando de dar tudo aos filhos eu não entendia nada, nadinha. O tudo que eu dou hoje é muito mais rico, o tudo que recebo em retribuição e o coração tranquilo e cheio de alegria é meu tesouro, minha riqueza. Tão caro que não troco por alto salário e prestigio e posso apostar que minha filhinha não trocaria nem por milhões de trequinhos e exageros que minhas outras maternidades me permitiram fazer aos outros dois. O amor por ela e o dela que salta aos olhinhos por mim não tem preço e me fez entender entre tantas outras coisas que o valor que a vida tem não é o valor que o mundo dá a nós. Aprendi com ela a amar por amar, aprendi a amar mais ainda meus outros dois filhos, aprendi a perder, “ganhar” tempo olhando nos olhos deles. Ela sim esta me ensinando, estou a cada dia crescendo evoluindo ao passo que descubro que a maternidade dela que planejei já era antes de meu, plano de Deus, ele sabia, tinha certeza que ela tinha muito que fazer por mim. E dizem que os pais devem salvar os filhos. Hoje tenho certeza que cada um deles me salvou do seu jeito. Minha profissão hoje? Bom! Amo minha profissão, não tenho grande destaque, nem sou importante para o povo importante com quem convivia anteriormente. Sou hoje importante para quem realmente importa; minha família. E não tem essa de é cafona ou fora de moda e que mulher tem que acompanhar a revolução e trabalhar fora e ganhar a vida sozinha e ser independente. Amo ser completamente dependente do amor do meu marido. Amo a decisão que tomamos de sermos pais. Amo minha profissão, Amo ser mãe. Não digo que todo mundo, todas as mães tem que largar tudo e ficar em casa. Mas se você um dia tiver essa oportunidade não deixe passar cresça, descubra o valor da vida verdadeiramente quando se livrando do modernismo ou de qualquer preconceito receba a maternidade como a melhor profissão que Deus poderia ter lhe dado. Obrigado Deus, obrigado filha! Lia Joca

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