Cute Pink Kaoani

sábado, 1 de outubro de 2011

O que se espera quando se está esperando?




Já vi esse título em um livro que fala sob re gestação. E agora, agorinha mesmo meu marido me fala " nem acredito que você vai escrever sobre esse tema!"
Talvez porque ele nem saiba do que se trata. Se eu também não soubesse, acharia no mínimo idiota, realmente tem duplo sentido, ou o outro sentido não faz sentido algum. Será?
Enquanto escrevo, peço outro cigarro a ele e, novamente ele mete-se na minha história. Ou será a nossa? Mas bom, ele estava a me perguntar se vou fumar novamente. Até parece que ele não sabe que quando espero o que estou esperando, preciso fumar. Ah, estou esperando para saber mesmo o que devo esperar desse texto. Se é que há o que esperar da minha cabeça numa hora dessas.
Mas estava pensando...nada, nadinha mesmo é mais esperado por mim do que o que espero, e tem sim qualquer relação com esse título. De fato, não espero de verdade. Falo assim porque não estou grávida. Mas acredito que, mesmo não esperando, estou esperando muito por esse momento.
E olha que neste caso já sei exatamente o que devo esperar. Já que esperei algumas vezes. Mas esse tipo de espera é mesmo muito interessante. Sabemos o que nos espera, mas na realidade o que se quer saber é, por quem se espera e quando.
Neste caso, esperamos todos. Eu, o maridão, os que já foram esperados aqui em casa, e até você que espera as minhas esperas comigo através das minhas linhas.
Na minha espera diária, me ponho a lembrar de quando estive esperando , olho o meu parceiro de espera a falar sobre o que eu também vivo esperando saber mais. E você se visse esta cena, posso afirmar que saberia é exatamente ele e suas interferências em minha vida que me inspiram, e coloca a esperar. É! Acho que espero muito, muito dele e nem sei se é justo esperar tanto. Mas minha espera é sem expectativas, entende? Não espero mais do que já ocorre naturalmente na vida de nós dois. Olho ele se pôr a falar, e eu a imaginar como agora, a minha espera a se findar com um choro, uma fraldinha lambuzada, um denguinho gostoso de uma mãozinha no rosto logo pela manhã.
E todas essas coisas que eu já sabia porque já tinha esperado. E ele, nesse momento, me pergunta se tudo isso já tem cara de final. E eu sem saber se sim ou não. Porque quanto mais ele se põe a interferir, vejo que a minha espera só terá fim ao início de uma nova espera.
Risadinhas, primeiras palavras, a troca da fralda pela farda, e uma penca das pequenices que fazem a gente esperar ansiosa as novas etapas. Levantar de madrugada, mamadeira esterilizada, se preparar para a próxima mamada, dormir abraçada a quem esperei tanto, e ao acordar com seu chorinho, saber que valeu esperar cada minuto para ver aquele rostinho lindo e cheio de encanto, de quem eu esperei tanto. Ah, como é doce a espera de quem vive esperando.

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Abraço

Lia Joca