Cute Pink Kaoani

sexta-feira, 11 de março de 2011

A caixinha das amarguras...



Somos todos colecionadores sabia? Até os que nunca se viram, nem na infância a colecionar gibis, tampinhas, moedas e caroços de frutinhas esquisitas. É! Eu sou mesmo esquisita. Já colecionei á última opção por épocas e quase matei minha mãe de raiva á cada vez que tinha de tirar essas esquisitices de dentro de minhas gavetas misturadas com baratinhas que sem querer colecionava também.
É ai exatamente a onde quero chegar. Nas coisas que colecionamos sem querer e na tal caixinha de amarguras por sobre nossos sonhos e planos que abarrotamos durantes os anos de nossa vida. Não que eu e você tenhamos vivido tantos anos. Não se vive tanto nem quando se têm 80 ou mais, é pouco em relação ao que ainda nós falta fazer para entender exatamente o que é viver 80 ou mais. Há os que chegam aos 100 anos. Você deve ter alguém na família que já chegou, ou já ouviu falar em alguém que chegou aos só 100 anos. Entre os que tem 100 anos e os que só tem 100 anos há uma diferença gritante. Geralmente os que só têm 28, 35,80 ou vivem aprendendo o que a vida ensina todo dia, Enxergam á Deus como um professor e não como um carrasco que castiga, puni e decidi a vida por você, os que só têm essa idade não escravizam a alma colecionando amargura, não abarrotam suas caixinhas. E chegam aos só 100 como se estivessem com 15 ou menos. Vejo isso um pouco na minha mãe. Que hoje só têm 62. É ela é uma dessas pessoas que abriu sua caixinha faz tempo e por isso não vive em uma terra encantada ou só tem coisas boas na vida, mas, sabe exatamente o que deve colecionar ao longo da dela. Ai você me pergunta e os que têm 28, 35,80 ou mais? Bom, esses são alguns de nós. Aponto-me em primeiro lugar nesse rol porque mesmo estando á aprender como se vive só com 28. Vivi tendo todas as idades como sentença. Vivi abarrotando minha caixinha. De certa forma já desconfiava da existência dela, mas nunca havia cogitado abri-la e na verdade você passa anos para fazê-lo completamente. No meu caso destampei só uma brechinha e fiquei ali espiando como criança que abre a porta em hora de reunião de pai que fica com medo da bronca. Pois é! É seriíssimo o conteúdo da caixinha. Nela guardamos todas as amarguras da vida. Amargura vem de gosto ruim de algo que se pode torcer o nariz e fazer éca quando se depara com uma coisa assim. Quando pequenos somos muito sábios. Fazemos belas caretas quando experimentamos os novos sabores e dissabores da vida. E daí vem à vida e mostra de maneira errada como devemos ser sábios. O pai educa e diz não você não pode fazer isso, A mãe olha torto e coloca sentado na cadeira do castigo se não fizer isso ou aquilo ou fizer algo demais, o menos também complica. É educação demais ou será opressão? Aprendemos que não é educado olhar torto para o que nós oferecem a mesa, que é feio, ofende e nós torna insuportáveis dizer algumas verdades. Como admiro meu filho de só sete anos por essa última falta de educação. Na verdade querendo acertar os pais, aliás, nós pais erramos um bocado, e todo mundo é assim, a vida é um tentar acertar todo dia a diferença entre acertar mais e errar toda hora é exatamente tomar os erros como aprendizado. Poucos pais e mães admitem ao menos ouvir isso porque na nossa cabeça pai e mãe não erra nunca. Não to falando aqui de qualquer revolução contra os pais e nem apoiando adolescente insolente que fala asneira á toda hora e que nunca levou á palmada na hora certa. Não mesmo. Falo aqui da identidade que perdemos ao longo dos anos por causa dos efeitos dos outros seres humanos sobre a nossa história de vida. A nossa caixinha da amargura começa a se encher lá por volta dos 7 anos, quando se entende que seja a idade da razão. A idade que não se é mais permitido enfiar o dedo no bolo, falar que não gosta da barba do vovô arranhando e ninguém mais ri quando aquele pum escapa em meio ao monte de gente séria. Essa fase é determinante também em relação a nossa caixinha. Geralmente é fácil aprender a enchê-la. Duro mesmo é esvaziar. Ninguém gosta de colocar o lixo pra fora. E esse tipo de lixo que vem da alma geralmente cheira até mais mal do que os que guardamos nos fundos da casa. A criança que ali cresce logo se torna um adulto cheio de planos, sonhos. Vida pela frente, Anos que viram para determinar a devida idade que para o mundo e as pessoas ao nosso redor é imperdoável que não a assumamos. Alguém já deve ter lhe dito que algumas atitudes suas não condizem com sua idade. Não se ofenda! Bom pra você. Crescer demais, acompanhar os anos, acumular como se escrevesse na parede de um presídio quantos anos se passam não é legal. Bom mesmo é fazer do dia só mais um dos anos só alguns e crescer na alma. Levar á vida sem tanta educação, sem tanta opressão. Essas questões passam pelo que vivemos no dia-dia e as pessoas que nos acompanham na nossa jornada. Eu vivi anos como já falei educada demais, crescida demais, oprimida demais e enchendo cada dia mais minha caixinha. Aos educados demais pelos pais como eu e você também é inaceitável dizer certos nãos, tomar certas atitudes que dirá seguir caminhos que mais parecem aos outros uma atitude insolente ou desafiadora. Minha mãe sempre me disse que eu não deveria fazer nada que magoasse, constrangesse ou deixassem em situação difícil as pessoas, em especial as pessoas que de certa forma devia algo. No caso ela também já que a ela devo tão somente o que há de mais importante. A Vida! No meu caso sempre fui linguaruda, atrevida e cheia de mim, mas me oprimia, me punia em silencio para tentar não quebrar estas regras e tantas outras impostas a mim por ela e pelo mundo a minha volta. Até que por vezes pegava-me explodindo em choro, gritos de que certamente ninguém ouviria ou entenderia. No máximo para os outros era mais uma crise de rebeldia na adolescência e até pouco tempo atrás taxado como uma crise existencial, tentação do rabudo ou mesmo TPM. Mas no fundo eu só queria que me escutasse. Que ouvisse a voz do meu silencio para que eu não mais precisasse gritar sem ser ouvida. Gritar, se agitar, dá um peteleco na cadeira não adianta eu já tentei e acho que você também não é? É como gritar para surdos, Mostrar arte sem alto relevo á cegos. E foi assim que comecei a entender que diante do que eu tanto quis, fiz para que os outros escutassem o que eu falava. Na verdade quem mais precisava escutar era eu. E pra isso precisei calar minha alma. Escutar baixinho, como quem coloca o ouvido atrás da porta o que eu devia fazer para não mais encher a minha caixinha que há anos esborrotava por sobre meus sonhos. Ai ao espiar aquela caixinha e ouvir o silencio da minha alma. Juntei as coisas. Descobri o que tanto a esborrotava. Finalmente, Aquele dia lembro-me de ter destampado mais um pouquinho daquela pavorosa caixinha. Quando pela primeira vez disse a alguém em minha vida um redondo NÃO. Era alguém que certamente nunca esperou isso de mim. Por ser importante pra mim e por esperar de mim a educação que não me permitiria nunca magoar ninguém a não ser a mim mesma. Desse dia em diante os nãos começaram a vir fácil á boca, o que eu queria começou a parecer mais possível mesmo diante de tantas pessoas e seus planos que viam antes dos meus na minha vida. Pai, Mãe, filhos, amores e tantas outras pessoas que determinavam o que eu devia e não devia ser ou fazer para ser feliz. Todo mundo ao redor da gente é PHD em felicidade quando essa felicidade não vai interferir no que eles acham que é o significado disso na vida deles. Mas na verdade só quando não levamos tão a ferro e fogo esse significado traçado pelo mundo é que somos realmente felizes. Já leu ou ouviu uma palavra da bíblia que fala assim? “Amai-vos uns aos outros assim como a si mesmo.” Todo mundo já ouviu falar nisso e toma isso de uma forma muito errada na vida. Puxa se devo amar alguém como me amo, certamente tenho que saber como se ama. Como me amo. Para chegar ao menos perto do que é amar alguém de verdade. Nesse caso acompanhe meu pensamento. Deus nós ama tanto á ponto de ter nos dado o livre arbítrio não é? Nossa! A nós seres humanos, que nos dizemos a imagem e semelhança dele isso é impraticável ás vezes. Nossa! na verdade nós em nossa alma tão cheia de desejos sobre a vida dos outros nunca faríamos isso. Que Mané livre arbítrio! Nós íamos era brincar, manipular a vida de nossas criaturas. Partindo do principio que nos tomamos por criador a cada vez que manipulamos sentimentos das pessoas á nossa volta, os frágeis seres humanos que dizem nos amar acima de tudo e abaixo de Deus. É exatamente o que permitimos que as pessoas façam a nós. É exatamente o que precisamos para encher nossa caixinha de amarguras a cada dia mais. O ser humano não entende nada de amor. Até que entenda o verdadeiro significado do Amor de Deus por nós. Diga-se de passagem, um amor incomparável, não existe amor maior. Porque amor de verdade como o dele é que liberta, entende e faz crescer. Amor como o dele não faz chantagem barata. Ama quando menos merecemos. Se pararmos pra pensar quase por toda vida não somos merecedores de tanto amo. Falar da caixinha das amarguras é falar de verdadeiro amor sim! Falar de sentimento, sem ressentimento, falar de verdades, falar de qualidade de vida. A nós que temos filhos quem já não passou por um momento criador e criatura? Tipo! Eu falo. Você obedece! Eu decido que caminho é melhor pra você. Ou o pior! Você não me ama ou não é bom filho se primeiro não pensar em mim. Não minha gente ta errado. Ta tudo muito errado. A compreensão de amar é aprender primeiro a se amar, fazer suas escolhas. Quem disse que fazer a escolha errada também não é um tipo de educação? É exatamente ai que Deus entra como professor, permitindo os erros, os tropeços e claro dando a mão pra levantarmos. Tai a diferença entre o amor dele e o amor do dedo na cara que com olhos severos te diz que avisou! Quantos de nós passamos, vivemos ainda hoje momentos de deixar os que amamos sempre em primeiro lugar, o lugar que Deus deu a nós mesmo. O segundo lugar na mesa da vida sempre foi o nosso só não nos ensinaram a sentar nele. Não amamos certa pessoa porque afronta á nossos pais. Não vivemos certas coisas porque pode magoar nossos filhos e se quer lembramos que talvez pelo amor que eles dizem ter por nós até entenderiam as nossas escolhas, Não é ser seco e não se deixar sensibilizar com as necessidades dos nossos é sim liberta aprender a amar certo, deixar a nossa alma livre, destampar a caixinha de amarguras de vez em quando e liberar os não na hora certa. Isso é muito difícil aos tímidos, aos que vemos como meigos e cheios de qualidades para o mundo. Porque você se sente como se devesse as pessoas ser exatamente o que elas imaginam que seja, fazer exatamente o que só lhe trará elogios em troca. Mas nada pode ser tão belo assim. Não haveria graça se tudo fosse tão fácil. Houvesse na vida só motivos pra sorrir e dias de paz. Até nisso Deus é um gênio ele sabia que ia ser mais fácil ensinar o caminho da nossa busca á felicidade assim, porque felicidade fácil não é de verdade. A felicidade que Deus nós oferece ele ensina a buscar, para que se dê mais valor. Por isso falei tanto de todas as coisas que causam amargura, até elas não precisam ser tão amargas assim, não precisam ser guardadas nas nossas sinistras caixinhas se soubermos exatamente buscar a felicidade na dificuldade. Dizer o não quando é difícil, quando vai magoar alguém é duro, mas alivia a alma. É alivia a que mais interessa pra Deus. Deus ama todos nós unicamente e exatamente por isso quer que nós sejamos o segundo á mesa da vida o primeiro em nossas escolhas certas e erradas também. Quando descobrimos isso, fica menos dolorido abrir nossa caixinha de amarguras. Essa é a verdadeira diferença entre ter só 28 e ter 28. Tentar esvaziar a caixinha melhora á pele, receita pra quem acha que ta ficando caído. Melhora o humor, receita pra quem acha que precisa de terapia. Melhora a alma, receita pra quem se acha um pouco menos do que realmente é. E por fim melhora a nossa relação com Deus, receita pra quem acha que só rezar é o suficiente.
Não vai ser fácil! Acredite! Assimilar tudo o que falei aqui. Hora! Nem eu ainda processei e olha que há meses venho tentando esvaziar a minha caixinha. Acho que de lá só tirei uma ou duas amarguras, mas é um passo á passo é dia após dia que se livra de tanto nó na alma. Então hoje do alto dos meus só 27 anos digo que viverei dia após dia, ano após ano tentando nunca mais colocar sequer um só amarguinho da vida em minha caixinha. E vou fazer com que os que ao meu redor vivem e prosseguem em busca da felicidade cheguem junto comigo aliviados, sabendo mais sobre o amor, aos só 80 ou mais.
Lia Joca
12/05/2009
22h30min h

Nenhum comentário:

Postar um comentário

Olá! Deixe aqui seu comentário e seja sempre muito bem vindo á postar aqui suas sugestões para postagens e opinião sobre o que pode ser interessante de ser encontrado aqui.

Abraço

Lia Joca