Cute Pink Kaoani

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

Nem Freud explica...


Vivo falando de relação á dois com todo mundo, tentando decifrar os outros, mas na verdade é uma tentativa de me reconhecer dentro da minha vida amorosa. Tenho uma vida amorosa complicada desde a primeira relação que tive. Que foi com o cara que hoje além de ser meu ex-marido é pai dos meus filhos.
O que complica tudo. Diante de que neste caso a separação sempre fica com um parêntese enorme.
O casal até se separa, mas não separa o pai da mãe, é o tipo de coisa que não tem jeito. Filho adoece ta lá os dois, ou três quatro no caso de já terem outros parceiros. Festa de escola e tudo mais que a vida escolar e naturalmente infantil proporciona aos pais. Sem falar que por mais que a gente viva falando que não tem problemas mais com o ex, que aceita a atual e coisa e tal, no fundo é meio grosso pra engolir. Você de fato não ama mais, mas mesmo que não queira sempre vai enxergar no outro (a) um rival, alguém que usurpou seu lugar. Bom é assim que me sinto às vezes, não to querendo generalizar é claro, como dizem “Cada qual, com seu cada qual.” Mas na verdade todo mundo tem sim problemas parecidos, de alguma forma se você é separado e com filhos, vai enfrentar esse alguns muitos problemas. Há quem diga como eu que é relax, ta tudo bem, pra tudo. Mas mesmo quando ta tudo bem, sempre tem uma coisinha que vai mal ou simplesmente incomoda. O problema de casar é que você jura que é pra sempre e quando separa e não quer mais que seja eterno. Vêm os filhos e provam que eterno é muito tempo mesmo!
Na verdade tudo que é ex é complicado. Mesmo quando não se tem filhos. Por que ex de verdade quando ta na frente da gente ou quando se tem notícias deles a gente sempre rói. Quando não rói é porque não é ex, foi só passa tempo, não valeu á pena ou mesmo, foi só alguém que passou por nós, mas não somou nada, não nos acrescentou.
Na verdade tem ex de um dia só, ex paquera, ex fica.
É o tipo de gente que mexe com a gente, mesmo passando rápido pela nossa vida. Mas que no fundo você já sabia que tinha tudo para ser ex e talvez por isso não tenha investido tanto ou mesmo tenha entregado á mão do destino, assim como eu fiz com um ex nem sei o que, que passou na minha vida á pouco tempo. Mas foi tempo o suficiente para que eu soubesse que ia ser ex pra sempre, E nem adiantava meu blá blá de que quando o tufão passasse a amizade ia continuar, tudo ia voltar para o lugar. Porque quando é ex, não volta mesmo. Tem sempre um sei lá o que de orgulho misturado com um tezão enorme e uma vontade de perder á vergonha na cara e correr atrás. Sei lá! Novamente não generalizando, mas to nesse exato momento sentindo isso. O jogo já acabou, mas eu sem me dar conta me sinto aguardando á prorrogação.
Quanto mais pensamos em esquecer, mais pensamos, e isto é FATO! Outro FATO nisso tudo é a coceira que dá no dedo pra ligar, pra ouvir á voz, pra ter notícias. Nossa quando você não quer dar o braço a torcer e bate o pé e finge que não ta nem ai. Ainda tem um sei lá quem, não sei de onde e fala algo que relembre o ex ou mesmo que encontrou ou falou com ele. Foda isso! Porque de fato a tal da vergonha na cara fica de lado e você se pega dando voltas nos assuntos com o indivíduo só pra assuntar sobre o ex.
Eu morro e não entendo como funciona minha cabeça com relação a essas coisas de coração, acho que a relação entre eles é meio que incompatível. Na hora do fim de jogo ninguém quer ficar por baixo, dependendo dá educação até grita e xinga. No meu caso diplomaticamente tentei fazer do ex um nada enquanto mesmo eu não admitindo ele sabia que de alguma forma tinha sido muita coisa. Não sei se é bobagem de gente com coração partido, mas você fala tudo aquilo esperando resposta. Esperando ansiosamente que ele (a) retruque. E tipo um termômetro pra ver se o jogo acabou mesmo, e só você ta esperando prorrogação. Quem quiser fazer gênero que o faça, mas a verdade é que dói pra caramba.
O fato é que o jogo só termina quando acaba. Pode parecer uma frase sem sentido, mas não é. Só acaba quando deixamos de lado os talvez, a vergonha na cara ou a completa falta dela e partimos para pedir um amistoso. Ou então fique atento e escute o apito do juiz. Se é que você fingiu que não escutou.
Você deve estar achando que adoro futebol. Mas não! A não ser pelos jogos de seleção que não perco. Não sou muito ligada nisso. Outro fato que você não sabe é que o amor e os sentimentos são muitos parecidos com um bate bola. A vida amorosa no geral é assim você sempre querendo fazer gol e mô galera no ataque. Sem falar na defesa do goleiro (a).
Bom pode não está tão bem explicado. Mas como explicar o inexplicável. O problema é a tal da compatibilidade entre a dupla Tico e Teco e as razões do coração que nem Freud explica.
Lia Joca
26/08/2010

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